A Polícia Civil do Maranhão deu um duro golpe em um esquema de fraudes que estava prejudicando viajantes em potencial. Alynne Pinheiro Ribeiro Trindade, de 41 anos, foi presa preventivamente sob a acusação de vender passagens aéreas falsas, utilizando inteligência artificial para dar credibilidade aos seus golpes. Os preços das ofertas fraudulentas variavam de R$ 8 mil a R$ 10 mil, prometendo pacotes de viagens tanto no Brasil quanto no exterior ao longo de um ano.
As investigações revelaram que, inicialmente, 11 pessoas já haviam sido enganadas, mas a quantidade de vítimas pode ser ainda maior, com indícios de pelo menos 30 pessoas lesadas desde 2024. Alynne, em sua abordagem astuta, oferecia um “benefício” que prometia viagens ilimitadas, exigindo apenas o pagamento de taxas de embarque. No entanto, após arrecadar os valores, as passagens nunca eram emitidas.
O delegado Victor Machado destacou que a experiência anterior de Alynne em uma companhia aérea foi crucial para conquistar a confiança de suas vítimas, muitas delas eram pessoas próximas, até mesmo frequentadores da mesma igreja. “Ela usava essa credibilidade para vender um pacote que, segundo ela, daria direito a até 10 passagens por ano”, relatou o delegado.
Algumas vítimas, incluindo idosos, crianças e mulheres grávidas, enfrentaram situações constrangedoras, indo a aeroportos em horários impróprios, apenas para descobrir que não conseguiam embarcar. Para justificar a falta de passagens, Alynne alegava problemas de overbooking ou falhas no sistema das companhias aéreas.
A investigação também trouxe à tona um esquema mais amplo, com depósitos feitos em contas de terceiros que também foram enganados. Alynne pedia para usar essas contas como uma forma de evitar a rastreabilidade dos pagamentos. A polícia já identificou uma pessoa que pode ter atuado como cúmplice no esquema, e as investigações continuam para esclarecer essa relação.
Vale lembrar que Alynne já tinha um histórico criminal, tendo sido condenada por estelionato em 2012. A juíza que determinou sua prisão preventiva considerou a medida necessária para evitar que novos crimes acontecessem, descartando alternativas como a tornozeleira eletrônica. O mandado de prisão está registrado no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e é válido até 2038.
A Polícia Civil está solicitando que qualquer pessoa que tenha sido vítima desse golpe compareça à Delegacia de Defraudações para registrar ocorrência. Além disso, é importante que a população fique atenta a ofertas de passagens e pacotes de viagens que parecem boas demais para ser verdade. Confirmar diretamente com as companhias aéreas e buscar referências sobre as ofertas antes de realizar qualquer pagamento pode evitar grandes prejuízos.
Crédito da imagem: Mulher é presa suspeita de vender passagens aéreas falsas


