Após uma auditoria detalhada, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) decidiu reprovar as contas do Conselho Regional de Odontologia do Maranhão (CRO-MA) referentes ao ano de 2025. A inspeção, que analisou despesas que somam aproximadamente R$ 5,5 milhões, revelou sérias irregularidades nas contratações de serviços realizadas pelo órgão sediado em São Luís.
Entre os problemas identificados, destacam-se a falta de pesquisas de preços, inconsistências nas contratações e documentos que foram elaborados apenas após a realização das despesas, além de pagamentos que ocorreram antes da prestação dos serviços. Em razão das constatações, o caso será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal (MPF).
Sérgio Pires, chefe de Relações Institucionais do CFO, esclareceu que esses recursos são oriundos das anuidades pagas pelos dentistas registrados. Ele destacou a importância da fiscalização anual por parte do Conselho Federal sobre as contas dos conselhos regionais em todo o Brasil. “O conselho tem a precaução de contratar auditorias externas para garantir a transparência e a lisura nesse processo”, comentou.
Vale ressaltar que o CRO-MA não é o único a enfrentar essa situação. Segundo Pires, outras gestões regionais também apresentaram irregularidades, e o CFO está comprometido em apurar eventuais danos aos cofres públicos ocasionados por administrações anteriores.
Para lidar com a situação, o CFO instaurou um processo de tomada de contas especial que visa determinar o valor exato de um possível prejuízo e, caso as irregularidades sejam confirmadas, buscar o ressarcimento dos valores envolvidos. Os nomes dos gestores do CRO-MA em 2025 e das empresas contratadas serão enviados para investigação, com o intuito de identificar possíveis crimes e atos de improbidade administrativa.
<p“O objetivo é apurar o que foi gasto de forma irregular, e, uma vez determinado o valor do prejuízo, tomaremos as medidas necessárias para cobrar o ressarcimento”, acrescentou Pires. Até o fechamento desta reportagem, a direção do CRO-MA não havia se manifestado sobre as acusações.



