domingo, 18/10/2026

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Diário de São Luís

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Saúde investiga possível intoxicação de moradores na zona rural de São Luís após mortandade de peixes

A situação na comunidade Terra do Rumo, localizada na zona rural de São Luís, tem gerado preocupação entre os moradores e autoridades locais. Neste sábado (17), equipes da saúde municipal visitaram a região para…

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A situação na comunidade Terra do Rumo, localizada na zona rural de São Luís, tem gerado preocupação entre os moradores e autoridades locais. Neste sábado (17), equipes da saúde municipal visitaram a região para investigar relatos de problemas de saúde que surgiram após a morte de uma grande quantidade de peixes em um igarapé. Os moradores estão preocupados com a possibilidade de contaminação da água, uma vez que muitos têm enfrentado sintomas como problemas respiratórios e irritações na pele.

Os profissionais da Unidade de Saúde da Família do Coqueiro, acompanhados por técnicos da vigilância de riscos da prefeitura, coletaram dados sobre a saúde dos moradores. Sérgio Andrade, um dos técnicos, destacou a importância de entender a extensão dos sintomas e a possível relação com a água do igarapé. Embora as investigações estejam em andamento, ainda não há confirmação de que a água seja a causa dos problemas de saúde reportados.

Um caso que chamou a atenção é o de um menino de apenas 2 anos, que apresenta bolinhas na pele e coceira intensa, levando a ferimentos. Sua mãe, Renata Perria, expressou sua preocupação com a saúde do filho, que não apresentava esses sintomas anteriormente. “Ele começa a ferir, sai até sangue, e isso não é normal”, disse ela, refletindo a angústia de muitos na comunidade.

Além dos problemas de saúde, os moradores notaram um forte mau cheiro e alterações na coloração da água do igarapé. A situação se agravou após denúncias de um despejo irregular de resíduos químicos, supostamente provenientes da fábrica Solar, ligada ao sistema Coca-Cola. A empresa, por sua vez, afirmou que está apurando a situação e que os efluentes são tratados conforme a legislação ambiental antes de serem descartados.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) já coletou amostras de água do igarapé para investigar a causa da morte dos peixes e os resultados das análises ainda estão pendentes. Márcio Cruz, presidente do Instituto Reviva Rio, comentou sobre as melhorias visíveis na água, embora alertasse que isso não significa que os poluentes tenham desaparecido.

A comunidade acompanha de perto as medidas que estão sendo tomadas e espera que a situação se resolva rapidamente, com a saúde dos moradores sendo a prioridade. A presidente da Associação de Moradores, Jéssica Brenda dos Santos, ressaltou que a Solar se comprometeu a tomar ações para mitigar o mau cheiro na região, refletindo a necessidade de um diálogo contínuo entre a empresa e os moradores.