quarta-feira, 21/10/2026

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Diário de São Luís

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Maranhão enfrenta seca generalizada, atingindo 100% do estado pela primeira vez desde fevereiro, revela estudo da ANA

A seca se alastrou por todo o Maranhão, atingindo 100% do território maranhense em setembro de 2026, conforme os dados divulgados na última segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).…

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A seca se alastrou por todo o Maranhão, atingindo 100% do território maranhense em setembro de 2026, conforme os dados divulgados na última segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O monitoramento revelou um aumento alarmante na área afetada, que subiu de 83% em agosto para a totalidade do estado, refletindo um crescimento de 17 pontos percentuais.

Este é um marco preocupante, pois é a primeira vez desde fevereiro deste ano que o Maranhão enfrenta seca em toda a sua extensão. Juntamente com Alagoas, Piauí e Sergipe, o estado se destaca entre os quatro do Nordeste que sofrem com essa situação crítica, todos apresentando 100% de suas áreas impactadas.

Apesar da ampliação da área afetada, a intensidade da seca permaneceu estável entre agosto e setembro no Maranhão. Dados da ANA indicam que apenas 4% do território experimentou seca moderada, enquanto as regiões restantes enfrentaram condições menos severas. No entanto, é importante destacar que essa é a situação de seca mais grave no estado desde o início do ano.

O Maranhão não está sozinho nesse quadro. A região Nordeste, em seu conjunto, apresentou a maior área afetada pela seca no Brasil, alcançando 96% do seu território em setembro. Outros estados, como Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, também relataram um aumento nas áreas atingidas.

Pernambuco, em particular, vive uma situação alarmante, com a seca grave passando de 28% para impressionantes 74% do seu território entre agosto e setembro. No cenário nacional, a situação se agrava, com a área afetada pela seca aumentando de 67% para 75% em todo o Brasil. Enquanto isso, algumas áreas do Centro-Oeste e do Sudeste viram uma leve melhora, e os estados da região Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — ainda permanecem livres desse fenômeno.

Para entender melhor como o Monitor de Secas opera, é uma ferramenta da ANA que realiza o acompanhamento mensal da seca em todo o Brasil. Ele utiliza indicadores climáticos e os impactos da falta de chuvas, categorizando a intensidade da seca em cinco níveis. Esses dados são cruciais para o desenvolvimento de políticas públicas que combatam os efeitos da seca, e é possível acompanhar a evolução da situação em todos os estados e no Distrito Federal através do site oficial do Monitor de Secas.

Crédito da imagem: Divulgação/ANA