Um episódio inusitado marcou o concurso público para delegado da Polícia Civil do Maranhão, realizado no último domingo (1º) em São Luís. Um candidato, conhecido pelas iniciais J.G.B., foi preso em flagrante ao ser flagrado utilizando um celular com uma ferramenta de inteligência artificial para responder às questões da prova. O caso gerou repercussão e ele permanece detido, pois não conseguiu pagar a fiança estipulada em dez salários mínimos.
A prisão foi realizada por policiais que estavam de plantão no local do concurso, após um fiscal perceber a irregularidade. J.G.B. foi conduzido ao Plantão Central das Cajazeiras, onde prestou depoimento e foi autuado por fraude em certame de interesse público, uma infração prevista no artigo 311-A do Código Penal.
Além da situação na prova, a Polícia Civil revelou que o candidato já possui um registro criminal anterior por violência doméstica, o que levanta ainda mais questões sobre sua conduta. Ele está atualmente em uma unidade prisional da capital, aguardando as próximas determinações da Justiça.
Este incidente lança luz sobre a importância da integridade nos concursos públicos, especialmente em um momento em que a segurança e a ética nas seleções para cargos públicos são cada vez mais debatidas pela sociedade. A expectativa é que esse caso sirva de alerta para futuros candidatos e organizadores de concursos no estado.


