sexta-feira, 16/10/2026

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Diário de São Luís

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Homem é condenado a indenizar em R$ 10 mil por racismo contra balconistas no Maranhão

A Justiça do Maranhão tomou uma decisão importante ao condenar um homem a pagar R$ 10 mil por danos morais a cada uma das duas balconistas de uma farmácia que foram vítimas de ofensas…

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A Justiça do Maranhão tomou uma decisão importante ao condenar um homem a pagar R$ 10 mil por danos morais a cada uma das duas balconistas de uma farmácia que foram vítimas de ofensas racistas. A juíza Luísa Carício, da Vara Única de São João Batista, foi a responsável por esse veredicto, que reflete a intolerância zero contra a discriminação racial.

O incidente ocorreu no dia 12 de março, quando o acusado se dirigiu à farmácia para trocar um medicamento. Durante o atendimento, as balconistas tentaram explicar o procedimento para a troca, mas a situação rapidamente se transformou em um ataque verbal. O homem, exaltado, disparou ofensas raciais, chamando um dos funcionários de “pretinho” e se referindo à outra balconista como “pretinha”. Essas palavras, além de extremamente ofensivas, revelam o preconceito ainda presente em nosso cotidiano.

A gerência da farmácia tentou intervir, ressaltando a gravidade do comportamento do cliente, mas ele ignorou a advertência e continuou a proferir ofensas, fazendo novos comentários pejorativos ao deixar o local na presença de outros clientes. O desrespeito não apenas afetou as vítimas diretamente, mas também trouxe constrangimento para o ambiente de trabalho e para a comunidade que as conhecia.

Em sua defesa, o homem alegou que apenas estava insatisfeito com o atendimento e negou ter feito comentários racistas, sugerindo que tudo não passava de um mal-entendido. Ele usou sua condição de idoso e pessoa negra como argumento para tentar minimizar a gravidade de suas ações. No entanto, a juíza foi clara ao afirmar que a conduta do réu violou o princípio da dignidade da pessoa humana, desrespeitando a Convenção Interamericana contra o Racismo e a Discriminação Racial.

Esse caso nos lembra da importância de combater o racismo em todas as suas formas, reforçando que a Justiça deve ser um pilar de proteção para aqueles que sofrem discriminação. A decisão da juíza não é apenas um reconhecimento das dores das vítimas, mas também um alerta sobre a necessidade de reflexão e mudança em nossa sociedade.

Crédito da imagem: Pixabay