sexta-feira, 23/10/2026

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Diário de São Luís

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Investigação apura morte de cinco macacos-prego em Pastos Bons por possíveis doenças transmissíveis

Uma situação preocupante está em andamento no município de Pastos Bons, no interior do Maranhão, onde cinco macacos-prego foram encontrados mortos. A Prefeitura acionou as equipes de saúde e meio ambiente para investigar o…

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Uma situação preocupante está em andamento no município de Pastos Bons, no interior do Maranhão, onde cinco macacos-prego foram encontrados mortos. A Prefeitura acionou as equipes de saúde e meio ambiente para investigar o caso, que levantou suspeitas de febre amarela, raiva e possíveis causas ambientais.

Os primeiros achados ocorreram no domingo (18), quando moradores de um povoado na zona rural se depararam com os animais. No dia seguinte, mais dois macacos foram encontrados sem vida, e um quinto, que apresentava sinais de debilidade, não sobreviveu após ser resgatado.

A investigação começou rapidamente, com a coleta de amostras para exames. Inicialmente, havia uma hipótese de que as mortes poderiam ter sido causadas por descargas elétricas de uma rede de energia próxima à área de mata. No entanto, exames externos não confirmaram essa possibilidade, levando as autoridades a se concentrarem na análise de doenças infecciosas.

As amostras foram enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen-MA), onde os testes podem revelar se as mortes estão ligadas à febre amarela ou à raiva. O infectologista Daniel Wagner destaca que os macacos são considerados “sentinelas” da febre amarela, já que podem apresentar a doença antes mesmo da detecção em humanos. Assim, a morte de múltiplos animais em uma mesma área deve ser tratada como um sinal de alerta.

Wagner ainda ressalta que, embora a raiva seja uma possibilidade, a morte simultânea de vários macacos não é comum para essa doença. Portanto, é essencial que todas as causas, incluindo fatores ambientais, sejam investigadas de forma rigorosa.

Até o momento, a causa exata das mortes permanece indeterminada, aguardando os resultados das análises laboratoriais para que as autoridades possam tomar as medidas necessárias para proteger a saúde da população e do meio ambiente.