sexta-feira, 23/10/2026

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Diário de São Luís

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Secretário afastado no MA alega que comentários sobre prisão de petistas eram apenas “brincadeiras” em grupo de PMs

Uma polêmica envolvendo o sargento da Polícia Militar James Mota, que atuava como secretário de Segurança em Barra do Corda, no Maranhão, está chamando a atenção da população local. O militar foi afastado de…

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Uma polêmica envolvendo o sargento da Polícia Militar James Mota, que atuava como secretário de Segurança em Barra do Corda, no Maranhão, está chamando a atenção da população local. O militar foi afastado de seu cargo após a divulgação de áudios em que sugere a prisão de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT), gerando repercussão negativa e levando o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) a acionar a Polícia Federal.

Em nota, James Mota se defendeu, alegando que as gravações foram feitas em um grupo fechado de policiais, onde o tom das conversas era marcado por “brincadeiras” e provocações políticas. Ele tenta justificar que, embora tenha usado termos pesados como “ladrões”, isso não tinha a intenção de ofender todos os eleitores do partido, mas sim de participar de um ambiente de interação onde todos, independentemente de suas preferências políticas, faziam piadas e trocavam insultos.

O sargento enfatizou que as conversas, que envolviam tanto eleitores do PT quanto apoiadores de Jair Bolsonaro, não deveriam ser interpretadas como uma ameaça real, mas sim como parte de uma dinâmica comum entre os integrantes do grupo. Segundo ele, a intenção era discutir a lisura do processo eleitoral, e não intimidar eleitores. “Jamais utilizaria meu cargo para prejudicar qualquer grupo político”, assegurou.

O governador Carlos Brandão e o prefeito Rigo Teles não hesitaram em afastar Mota do cargo, indicando a seriedade das acusações e a necessidade de uma investigação. A Federação Brasil da Esperança, que inclui o PT, já apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral, pedindo a apuração de possíveis crimes eleitorais decorrentes das declarações do sargento.

Os áudios, que foram amplamente compartilhados nas redes sociais, trazem declarações polêmicas, como um apelo para que policiais intimidem eleitores do PT, e comentários sobre a distribuição de materiais de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em frente a escolas da cidade. Essas falas têm gerado indignação e preocupação entre os moradores, que veem na postura do secretário uma tentativa de cercear o direito ao voto.

Em meio a essa crise, a Prefeitura de Barra do Corda reafirmou seu compromisso com a democracia e a segurança do processo eleitoral, destacando que todos os cidadãos têm o direito de votar livremente. Enquanto a situação se desenrola, a comunidade espera que as investigações tragam esclarecimentos e garantam a integridade das eleições na região.