quarta-feira, 28/10/2026

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Diário de São Luís

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Nomeação de delegada em meio a polêmica no Maranhão provoca questionamentos sobre favoritismo na Justiça

A recente nomeação da delegada da Polícia Civil do Maranhão, Ariana Sampaio Sousa, trouxe à tona um debate intenso sobre a meritocracia nos concursos públicos. O que chamou atenção é que Ariana conquistou seu…

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A recente nomeação da delegada da Polícia Civil do Maranhão, Ariana Sampaio Sousa, trouxe à tona um debate intenso sobre a meritocracia nos concursos públicos. O que chamou atenção é que Ariana conquistou seu cargo após ficar em 2.018º lugar no concurso realizado em 2017, mesmo sendo eliminada na fase inicial da seleção. O fato de ser filha de um subprocurador e sobrinha de um desembargador também levantou questionamentos sobre a transparência e a ética no processo.

Ariana assumiu a função em maio de 2025, por uma determinação judicial que desconsiderou sua eliminação, mas a história ganhou um novo capítulo na última quinta-feira (22) quando o Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu, por unanimidade, revogar a sentença que havia garantido sua nomeação. Os magistrados entenderam que a legislação que permitiu sua continuidade no concurso não se aplicava a candidatos eliminados na prova objetiva.

O concurso, que previa várias etapas rigorosas, não deixou espaço para dúvidas a respeito da classificação. Ariana, apesar de ter atingido a pontuação mínima, não ficou entre os 192 primeiros colocados que poderiam avançar. A decisão do Tribunal de Justiça foi clara: obter uma nota mínima não significa automaticamente a classificação para as fases seguintes.

O caso ganhou notoriedade depois que Kelson Brito, outro candidato do mesmo concurso, fez uma denúncia em redes sociais, questionando a legitimidade da nomeação de Ariana, especialmente considerando seu parentesco com figuras influentes na Justiça. Ele argumentou que, enquanto Ariana conseguiu reverter sua eliminação na Justiça, outros candidatos que progrediram nas etapas não tiveram a mesma sorte.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também foi acionado para investigar a conduta do juiz que permitiu a posse de Ariana. A situação se complica ainda mais com a possibilidade de exoneração da delegada, que atualmente exerce suas funções em São Luís, enquanto o governo aguarda o resultado do julgamento para tomar as medidas necessárias.

O desenrolar desse caso evidencia a fragilidade do sistema de seleção e a importância de se garantir que todos os candidatos sejam tratados de maneira justa e igualitária, sem privilégios. A sociedade maranhense observa atentamente, enquanto se debate a questão da justiça e da ética nos concursos públicos.